Havia uma festa.Uma enorme festa na fazenda próxima à cidade, os gramados eram verdes vívidos e havia uma tortuosa e grande árvore que fazia sombra em parte do gramado e do imenso "lago" ao qual ninguém daquelas proximidades já viu a outra parte, seria aquela o desaguamento de uma infindável fonte?
A água escura, não sabia ao certo se estava suja ou se era mesmo esverdeada, fazia um vai e vem na sombra que nela havia, formando imagens que refletiam, derretidas e surreais.No entanto, na sombra do gramado não se via a mesma calma refletida no "lago", havia uma roda de aproximadamente 8 homens que ao lado de uma "Strada" repleta de sons, pareciam se divertir tomando Tequila e como se tivessem drogados numa dessas festas rave, dançando loucamente.
Estava eu dentro de uma dessas rodas femininas onde todas só estavam preocupadas em curtir a vida, namorar com qualquer um que viesse a sua frente, beber, dançar e fumar muito.Nossas roupas faltavam panos, eram biquínis pequenos e provocantes que ao dançar deslizavam-se por nossos corpos destampando assim o pouco que cobria.Havia entre nós várias meninas de catorze, quinze, dezesseis anos, todas novas e bonitas, assim como eu.Contudo, as tatuagens e drogs que usávamos, inclusive naquele dia, acentuava ainda mais nossa magreza e rebeldia.
A chegada de novas pessoas no local chamou minha atenção, fazendo com que meu olhar fosse deslocado para as mesmas.No entanto, depois de vê-las o que ainda mais me chamou atenção foi a presença de uma mulher extremamente branca que tinha por vestimenta um vestido azul escuro com estampa que não fomava nítidas imagens e nelas, havia mistura de cores quentes, prediminando vermelho e laranjado.Deste vestido, a alça um tanto grossa escorregava frequentemente e junto com sua ridícula sandália branca, de salto alto, correias grossas trançadas na frente dando uma volta em torno da perna, a qual a menos sabia andar, dado que de um em segundo torcia o pé, dificultava assegurar que o carrinho verde claro, próprio de deslocar uma criança, ficasse em seu devido lugar.
Suas ações eram um pouco desnorteantes visto que seu olhar e semblante não era dos mais alegres, parecia tristonha e depressiva.Bom...o que estaria fazendo agora?Não dá pra ver bem devido a distância que nos encontramos e este reflexo do sol não é dos melhores, mas parece que ela está tentando cair para trás mas não solta o carrinho!Como bem imaginava, o carrinho não a deixou cair...mas ainda continua tentando?!Que besteira!Será que ninguém vê aquela grotesca cena?Porque nada fazem?
Depois de duas tentativas, na terceira, finalmente consegue!A mulher caíra e por cima de si passara a criança.Nada a mulher acontecera.Contudo, percebi que o carrinho juntamente com a criança ganhava velocidade na descida em direção ao lago.Enfim percebi: a mulher queria se livrar da criança.Seria seu filho?
No entanto, antes que a criança fosse lançada ao lago, apontando para o carrinho, gritei: "Peguem a criança!Peguem!".Todos olharam espantados, contudo, ninguém se movia.Corri para salvá-la e pulando nas escuras águas, bem longe, quase incansavelmente, vi um pequeno feixe de luz que tinha como centro: uma criança negra!
A água escura, não sabia ao certo se estava suja ou se era mesmo esverdeada, fazia um vai e vem na sombra que nela havia, formando imagens que refletiam, derretidas e surreais.No entanto, na sombra do gramado não se via a mesma calma refletida no "lago", havia uma roda de aproximadamente 8 homens que ao lado de uma "Strada" repleta de sons, pareciam se divertir tomando Tequila e como se tivessem drogados numa dessas festas rave, dançando loucamente.
Estava eu dentro de uma dessas rodas femininas onde todas só estavam preocupadas em curtir a vida, namorar com qualquer um que viesse a sua frente, beber, dançar e fumar muito.Nossas roupas faltavam panos, eram biquínis pequenos e provocantes que ao dançar deslizavam-se por nossos corpos destampando assim o pouco que cobria.Havia entre nós várias meninas de catorze, quinze, dezesseis anos, todas novas e bonitas, assim como eu.Contudo, as tatuagens e drogs que usávamos, inclusive naquele dia, acentuava ainda mais nossa magreza e rebeldia.
A chegada de novas pessoas no local chamou minha atenção, fazendo com que meu olhar fosse deslocado para as mesmas.No entanto, depois de vê-las o que ainda mais me chamou atenção foi a presença de uma mulher extremamente branca que tinha por vestimenta um vestido azul escuro com estampa que não fomava nítidas imagens e nelas, havia mistura de cores quentes, prediminando vermelho e laranjado.Deste vestido, a alça um tanto grossa escorregava frequentemente e junto com sua ridícula sandália branca, de salto alto, correias grossas trançadas na frente dando uma volta em torno da perna, a qual a menos sabia andar, dado que de um em segundo torcia o pé, dificultava assegurar que o carrinho verde claro, próprio de deslocar uma criança, ficasse em seu devido lugar.
Suas ações eram um pouco desnorteantes visto que seu olhar e semblante não era dos mais alegres, parecia tristonha e depressiva.Bom...o que estaria fazendo agora?Não dá pra ver bem devido a distância que nos encontramos e este reflexo do sol não é dos melhores, mas parece que ela está tentando cair para trás mas não solta o carrinho!Como bem imaginava, o carrinho não a deixou cair...mas ainda continua tentando?!Que besteira!Será que ninguém vê aquela grotesca cena?Porque nada fazem?
Depois de duas tentativas, na terceira, finalmente consegue!A mulher caíra e por cima de si passara a criança.Nada a mulher acontecera.Contudo, percebi que o carrinho juntamente com a criança ganhava velocidade na descida em direção ao lago.Enfim percebi: a mulher queria se livrar da criança.Seria seu filho?
No entanto, antes que a criança fosse lançada ao lago, apontando para o carrinho, gritei: "Peguem a criança!Peguem!".Todos olharam espantados, contudo, ninguém se movia.Corri para salvá-la e pulando nas escuras águas, bem longe, quase incansavelmente, vi um pequeno feixe de luz que tinha como centro: uma criança negra!
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