Salvador Dali-As faces da guerraPersonagem-central dos enganos surreais
De acordo com a recente coluna veiculada por esta revista, se a felicidade alastra o ser de um indivíduo, este já tem logo que comprar um livro de auto-ajuda?porque...porque ele não pode estar triste?Este é o exato motivo para o crescente número de vendas de tais livros?Muitas são as pessoa sque procuram tais livros, como se os mesmos fossem uma porção mágica, a qual levaria todos ao país das maravilhas.Quem é?Alice?Não são apenas livros, há vários filmes(quase todos) que terminam em felicidade, como se o mundo fosse um mar de rosas.Isso não quer dizer que não podemos ler livros de auto-ajuda e assistir a filmes em que todos os objetivos do personagem central sejam alcançados, mas devemos além de filtrar o que será melhor para as nossas vidas, diferenciar a distância entre a mágica que eles prometem da realidade de nossas próprias vidas.
Se tudo fosse como retratado nos considerados livros de "auto-ajuda", os escritores dos mesmos e no mundo não haveria tristeza.Aliás, a tristeza é sim essencial ao ser humano, pois se a não houvesse , que sentido teria a alegria ou até mesmo a felicidade?nenhuma, seria apenas mais uma das coisas consideradas normais aos respectivos estereótipos fornecidos pelo senso comum.Ao contrário, todos têm direito de ter raiva e ficar triste e, consequentemente pronunciar palavras negativas, pois isso alivia e as pessoas se sentem compreendidas.
Entretanto, a "porção mágica" traz à população, implicitamente, um estereótipo e/ou uma generalização de como as pessoas devem ser e se comportar diante das situações e decisões impostas, porém nem todos têm a mesma história e problemas semelhantes.Devendo-se levar em conta, segundo a escritora e psicanalista Mariela Michelena, de, que há uma diferença entre o que pensas que queres e o que verdadeiramente queres.Os livros de auto-ajuda estão dirigidos à consciência(ao que pensas que queres), diferentemente da psicanálise que é dirigida ao inconsciente(ao que verdadeiramente queres), que faz perguntas às quais cada um deve responder, de acordo com a própria história.
Logo,nem sempre os livros de auto-ajuda que são escritos para ajudar, alcançam os visados objetivos, pois os mesmos procuram decidir de forma generalizada como as pessoas devem encarar seus problemas.Não levando em conta, de, que cada leitor tem sua própria história e, que uma atitude que pode ser boa para um, pode não ser para o outro, deixando assim o leitor encarregado de filtrar os pensamento necessários a serem usados na vida do mesmo.
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